
Reportagem da Revista O GLOBO de 29 de junho de 2008
Em Petrópolis, Rio de Janeiro existe uma casa chamada Casa da Ipiranga.
Ela é assimétrica.
Foi construída pelo financista José Tavares Guerra em 1879.
Ele comentava que o rosto humano tinha assimetrias e era lindo e decidiu fazer sua casa com assimetria em estilo Vitoriano.
Esta casa começou a ser conhecida como A casa dos sete erros.
Foi o acolhimento de músicos e outros visitantes durante o Festival de Inverno de Petrópolis apresentando serenatas em seu jardim.
O jardim é original construído pelo paisagista da Casa Imperial, Auguste Glaziou.
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O centro cultural Casa da Ipiranga funciona de quinta a terça
das 12:00 às 18:00h, com um ingresso para visitação guiada de R$6,00, e meia entrada para estudantes e maiores de 60 anos. Crianças até 7 anos não pagam. Também trabalha com visitas pré-agendadas .
Toda quinzena acontece em um de seus salões um concerto de música clássica ou popular.
A Casa da antiga rua Joinville, atual Ipiranga foi idealizada por seu propietário José Tavares Guerra em estilo Queen Vitória em 1884 . Ainda intacta com sua decoração original, possui salões de festas com lustres franceses, espelhos de cristal belga, lareiras de mármore carrara e cerca de 300 pinturas por todos os seus cômodos.
O jardim da casa é o único em estado original do Brasil de Auguste Glaziou, botânico e paisagista da Casa Imperial Brasileira e idealizador da Quinta da Boa Vista e Passeio Público - ambos no Rio de Janeiro.
A casa, hoje Centro Cultural, tem intensa programação: concertos musicais, peças teatrais, exposições, workshops. Na antiga cocheira também em estado original e está instalado atualmente um restaurante.
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http://casadaipiranga.blogspot.com/...........................................................................................
Auguste François Marie Glaziou nasceu em Lannion, Bretanha em 30 de agosto de 1833, faleceu em 1906 foi engenheiro e paisagista francês.
Veio para o Brasil em 1858, a convite do Imperador D. Pedro II, para coordenar a Diretoria de Parques e Jardins da Casa Imperial, no Rio de Janeiro, sendo oficialmente nomeado para o cargo apenas em 1869.
Deve-se a Glaziou a descoberta de diversas espécies de plantas, que receberam o seu nome, como as do gênero de bignoniáceas ("Glaziovia"), e a maniçoba ("Manihot glaziovii"), e a adoção de plantas brasileiras em praças e ruas, destacando-se o oitizeiro.
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Glaziou
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José Tavares Guerra educou-se na Inglaterra, tendo vivido na Europa desde os 07 até aos 28 anos de idade, indo inicialmente para a Alemanha, pois naquela época a Inglaterra não aceitava matricular pessoas vindas do Brasil por causa das chamadas doenças tropicais. Aos 15 anos, finalmente pode ir para a Inglaterra, a fazer os estudos superiores, graças a intervenção do Barão de Mauá, seu padrinho de batismo. De volta ao Brasil, cheio de boas lembranças da velha Europa, resolveu construir uma "Nova Inglaterra" para seu uso particular.
Para construir a mansão tipo "Queen Victoria", importou grande parte do material (inclusive trabalhos em madeira de lei brasileira, lá entalhada), além de maçanetas e dobradiças de bronze, os brocados que revestem paredes dos salões, as lareiras de mármore de Carrara, os monumentais lustres e os apliques da famosa Fundição Barbedienne (1) encimados por cristais Baccarat, assim como os espelhos, igualmente franceses, que cobrem parte das paredes do salão.
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2009